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Márcia Maia vê 'recuperação econômica' e 'políticas públicas' como pautas prioritárias para o RN

A recuperação econômica do Rio Grande do Norte e a retomada das políticas públicas no estado deverão, segundo a socióloga e deputada estadual Márcia Maia, ser pautas prioritárias dos debates a serem realizados na Assembleia Legislativa durante o ano de 2018. O alerta foi feito nesta quarta-feira (07), na primeira sessão ordinária em plenário, após a convocação extraordinária, durante o mês de janeiro deste ano.

Durante todo o ano de 2017, a parlamentar havia chamado atenção em diversas oportunidades através de pronunciamentos, requerimentos, audiências públicas e nos debates com o Governo do Estado em que esteve à mesa, a falta de iniciativa da gestão estadual levou ao agravamento da situação longo dos meses e alcançou um nível ainda mais preocupante.

Para ela, a união dos parlamentares para colaborar na recuperação do estado é fundamental. "O recorde no número de assassinatos, paralisações na saúde, ausência de ações na área social, desemprego, atraso nos salários de servidores são reflexo da gestão e da grave crise econômica em que o estado entrou. Por isso, esta Casa precisa colaborar no debate para construir uma saída em favor do Rio Grande do Norte", destacou.

Contudo, Márcia voltou a cobrar do Governo organização. Para ela, a postura deve ser de disposição a debater as medidas para que elas possam resolver o problema sem sacrificar os servidores e a sociedade, diferente da que vem sendo adotada e, ao contrário do pacote fiscal enviado à Assembleia Legislativa em janeiro deste ano.

"As soluções precisam ser coletivas e vão exigir a participação de todos. Poderes e sociedade. Entretanto, não é justo que aqueles que não têm qualquer responsabilidade sobre essa situação sejam sacrificados. O caminho não pode ser o mais fácil. Uma crise como essa não se resolve da noite para o dia, por isso, debater, dialogar e construir as soluções é o caminho e, meu mandato, pretende colaborar nesse processo, como tem buscado ao longo dos anos", apontou.

A parlamentar, inclusive, lamentou a postura do governo na mensagem lida pela pelo chefe do Executivo na terça-feira (06). Segundo ela, o discurso de quase duas horas não trouxe perspectiva de resolução para crise financeira do estado ou retomada de políticas públicas básicas, como Segurança Pública e Saúde, por exemplo.

"Esperava ao menos metas para este ano de 2018 que apontassem para uma saída real da crise que estamos atravessando, não apenas de ordem econômica, mas quanto as políticas públicas, cada vez mais deficitárias. A mensagem apenas expôs um governo que se 'autoelogia', transfere responsabilidade com o olhar no retrovisor ao invés do futuro, bem como, uma prestação de contas de ações que nem de longe têm satisfeito a população do estado", avaliou a parlamentar.

Convocação extraordinária

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) durante o ano de 2017 e a convocação extraordinária realizada no mês de janeiro de 2018, Márcia foi voz ativa no debate sobre a apreciação do 'pacote fiscal' enviado pelo Governo do Estado. Para ela, a responsabilidade com o patrimônio público e o servidor norteou a postura durante o debate e as votações das medidas.

"Nenhuma das medidas encaminhadas sinalizava solução dos problemas financeiros do estado e apenas sacrificariam o servidor em um ajuste fiscal pirotécnico, com distorções, erros e sem planejamento. Por isso, votei contra. O debate precisa ser aprofundado para oferecer soluções, não mais problemas", reforçou Márcia.

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