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Deputada Márcia Maia critica mensagem anual do governo: 'Não trouxe perspectiva'

A socióloga e deputada estadual Márcia Maia criticou o tom da mensagem anual lida pelo governador Robinson Faria na abertura do ano legislativo nesta terça-feira (06) no plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Segundo ela, o discurso de quase duas horas feito pelo líder do Executivo Estadual, ao contrário do que se esperava, não trouxe perspectiva de resolução para crise financeira do estado ou mesmo para a regularização de políticas públicas básicas, como Segurança Pública e Saúde. Márcia também lamentou a falta de sinalização de investimentos reais em Educação, Esporte, Cultura e Assistência Social.

"Esperava ao menos metas para este ano de 2018 que apontassem para uma saída real da crise que estamos atravessando, não apenas de ordem econômica, mas quanto as políticas públicas, cada vez mais deficitárias. A mensagem apenas expôs um governo que se 'autoelogia', transfere responsabilidade para gestões passadas com o olhar no retrovisor ao invés do futuro, bem como, uma prestação de contas de ações que nem de longe têm satisfeito a população do estado", avaliou a parlamentar.

Para a parlamentar, o fato de o atual governador ter participado da gestão anterior a dele lhe dava condições plenas de iniciar seu governo com medidas capazes de impedir o aprofundamento da crise e a construção, em tempo, de alternativas para conduzir o estado.

"O governador era vice da gestão passada, tinha conhecimento total da situação do Rio Grande do Norte. Assumiu sabendo da situação, mas infelizmente, passou três anos com um discurso otimista e sem realizar medidas concretas para recuperar as finanças do nosso estado", ponderou.

Márcia destacou ainda o início do ano legislativo em caráter ordinário e apontou a importância do aprofundamento das discussões quanto à crise financeira do estado e a retomada da execução adequada das políticas públicas.

"Há pouco mais de três anos, vemos o estado sofrer com a ausência de políticas públicas em diversos setores, enquanto outros sofrem com o sucateamento dessas políticas. É preciso debater, lutar e levar alternativas para que as pessoas voltem a ser atendidas de forma satisfatória", afirmou.

Convocação extraordinária

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) durante o ano de 2017 e a convocação extraordinária realizada no mês de janeiro deste ano de 2018, Márcia foi voz ativa no debate sobre a apreciação do 'pacote fiscal' enviado pelo Governo do Estado. Para ela, a responsabilidade com o patrimônio público e o servidor norteou a postura durante o debate e as votações das medidas.

"Nenhuma das medidas encaminhadas sinalizava solução dos problemas financeiros do estado e apenas sacrificariam o servidor em um ajuste fiscal pirotécnico, com distorções, erros e sem planejamento. Por isso, votei contra. O debate precisa ser aprofundado para oferecer soluções, não mais problemas", reforçou Márcia.


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