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Deputada Márcia Maia cobra ações do Governo do Estado no combate à violência no RN

Em razão dos números crescentes de assassinatos nos últimos anos e da violência em geral no Rio Grande do Norte, a socióloga e deputada estadual Márcia Maia voltou a cobrar ao Governo do Estado ações articuladas de combate e redução à violência no estado. 

A parlamentar protocolou nesta quinta-feira (15) no plenário da Assembleia Legislativa um requerimento solicitando informações sobre quais ações estão em andamento, se tem sido desenvolvidas de forma articulada com outras áreas da gestão, além da própria Segurança Pública.

"De acordo com dados da própria Secretaria de Segurança Pública, foram 39 mortes apenas no Carnaval. Em 45 dias, já são mais de 300 pessoas assassinadas. O Governo precisa encontrar alternativas de combate à violência e elas precisam de polícia na rua, equipada, motivada e com salário em dia, mas também de ações correlacionadas em outros segmentos, como Educação, Cultura, Esporte, Emprego e Renda. Violência não é causa, é consequência. Precisamos tratar a raiz dos problemas, não só o sintoma", defendeu Márcia Maia.

Além do requerimento, a deputada também oficializou o pedido para realização no próximo dia 28 de fevereiro, a partir das 9 horas, no auditório da Assembleia Legislativa, audiência pública para divulgar e debater o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: "Fraternidade e Superação da Violência". 

Para a socióloga e parlamentar, que já havia debatido em 2017 durante audiência pública, medidas para combater o aumento de assassinatos no estado e sugerido uma série de ações neste sentido, trazer o assunto ao Legislativo e envolver uma importante instituição como a Igreja Católica, dentre outros representantes da sociedade civil, é fundamental para construir propostas em favor de uma sociedade de paz.

Ainda segundo Márcia, as estatísticas tem apontado, ano após ano, uma crescente da onda de violência letal, mas também em diversos outros aspectos da vida humana, como agressões, roubos, assaltos, violência doméstica, exploração sexual, bullying e cyberbullying miséria, dentre outras tantas formas que se reproduzem em todo o país e tem levado o estado brasileiro a uma torrente de violência. 

"A superação da violência no estado e, claro, no país, só é possível a partir da conjunção de esforços e ações articuladas em diversos setores, além da segurança pública em si. Por isso, estamos cobrando informações, propondo alternativas e debatendo o problema, como deve ser", concluiu.

Violência no RN

O Rio Grande do Norte atingiu nos primeiros 45 dias de 2018 um total de 314 assassinatos, segundo dados do Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO), o que resultou numa média de quase nove pessoas assassinadas por dia no estado. No mesmo período do ano passado, cerca de 294 pessoas haviam sido mortas de forma violenta. 

O ano de 2017 foi recorde na história do estado com um total de 2.405 homicídios. Ainda de acordo com o instituto, em 2015, o número foi de  de 1.670 assassinatos, contra 1.772 em 2014. Em 2016, o número voltou a crescer e atingiu a marca de quase 2 mil mortos, sendo superado em 2017.

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